AS NEGATIVAS PÓS-VERBAIS E AS NEGATIVAS DUPLAS NO FALAR DE FORTALEZA – CE: UMA FOTOGRAFIA SOCIOLINGUÍSTICA

Jéssica Coêlho Franklin dos Santos (UECE), Aluiza Alves de Araújo (UECE), Maria Lidiane de Sousa Pereira (UECE)

Resumo


Este trabalho aborda o uso das negativas sentenciais, especificamente, as variantes inovadoras, negativas duplas e pós-verbais, no falar de Fortaleza – CE. O objetivo é verificar qual variante é mais produtiva na nossa amostra e também analisar quais fatores linguísticos e/ou extralinguísticos influenciam positivamente (ou não) o uso da negativa pós-verbal. Para isso, servimo-nos do aporte teórico-metodológico da Sociolinguística Variacionista (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006; LABOV, 2008). A amostra analisada, neste estudo, é constituída por 53 informantes oriundos do banco de dados do projeto Norma Oral do Português Popular de Fortaleza (NORPOFOR). Os resultados indicam que as negativas duplas tendem a ser mais usadas (70,6%) do que as negativas pós-verbais (29,4%). Foram eleitos como fatores favorecedores das negativas pós-verbais, na seguinte ordem de relevância: tipo de sujeito (inexistente e implícito), tipo de oração (subordinada e coordenada), outros termos negativos (presença), tipo de frase (resposta e pergunta), sexo (masculino), escolaridade (9 a 11 anos) e estrutura do verbo (simples).


Referências


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Macabéa – Revista Eletrônica do Netlli está avaliada no extrato B2, no QUALIS/CAPES - quadriênio 2013-2016, na área de LETRAS/LINGUÍSTICA.