PREVALÊNCIA DA SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Júlia Rosa Santos Sousa, Gislene Farias de Oliveira, Mônica Maria Siqueira Damasceno, Ana Cristina de Oliveira e Silva

Resumo


Burnout é uma Síndrome,  considerada em muitos estudos como um dos  indicadores de bem-estar subjetivo. É  avaliada através de uma medida geral, relativa a um tipo de estresse laboral. Este estudo discute a Síndrome de Burnout em professores do Colégio Estadual Wilson Gonçalves em Crato,  Ceará.  Para a coleta de dados utilizou-se o Inventário de Burnout de Maslash. Trata-se de  uma escala de 7 pontos, que varia de 0 (nunca) a 6 (todo dia), complementada por  uma entrevista semi–estruturada,  informações sóciodemográficas, a exemplo de sexo, idade, religião, quantidade de locais de trabalho, se trabalha em horário noturno, dentre outras. O método envolveu análise quantitativa dos dados através do programa estatístico SPSS, versão 11.5, bem como  análise de conteúdos para avaliar as representações sociais de ser professor, bem como as vantagens e desvantagens dessa profissão.  Os resultados demonstraram índices preocupantes no nível de despersonalização alto (31,8%) e médio Envolvimento Pessoal no Trabalho, em 10,6 % da amostra. Além disso,  42,3% apresentaram níveis médio a alto em Exaustão emocional.  Estes resultados estão de acordo com a representação social dos docentes sobre “ser professor”.  As representações sociais foram associadas a Dificuldades laborais, isto é, 26,4% das falas eliciadas nesta categoria,  diziam respeito a: cansaço, desvalorização, pressão, falta de tempo, muito trabalho, etc.  Portanto, uma boa parcela dos Professores apresentou fases bem consideráveis da síndrome de burnout, porém passíveis de tratamento.


Palavras-chave


Professores, Síndrome de burnout, Estresse laboral

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