Letras, elitismo e chá: a estrutura de poder na Academia Brasileira de Letras

João Victor Martins Castello, Júlia Oldra Medeiros, Magali Lippert da Silva Almeida

Resumo


Analisando o pleito que elegeu Carlos José Fontes Diegues (Cacá Diegues) em detrimento à escritora Conceição Evaristo, em agosto de 2018, este artigo dedica-se à investigação de como arte e poder unem-se na figura da ABL. É feito um panorama histórico da Academia e, fundamentando-se nisso, parte-se para uma análise da imagem atual da ABL. Enfim, constata-se que a Academia não é capaz de estabelecer uma memória legítima da literatura brasileira enquanto manter-se vinculada à sua estrutura de poder.

 


Referências


ALBUQUERQUE, J. A. G. Michel Foucault e a teoria do poder. Tempo Social, São Paulo, v. 7, n. 1/2, p. 105-110, out. 1995.

BROCA, Brito. A Vida Literária no Brasil de 1900. São Paulo: José Olympio, 2004.

CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: Momentos decisivos. São Paulo: Itatiaia, 2000.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

JORGE, Fernando. A Academia do fardão e da confusão. São Paulo: Geração Editorial, 1999.

MOVIMENTO NÓS. Conceição Evaristo na Academia Brasileira de Letras. Change.org. Disponível em: . Acesso em: 29 nov. 2018.

RODRIGUES, João Paulo Coelho de Souza. A dança das cadeiras: literatura e política na Academia Brasileira de Letras (1896-1913). Campinas, 1998.

ZILBERMAN, Regina. Cânone Literário e História da Literatura. Revista Organon, 2001, v. 15, n. 30/31, p. 33-38

ZILBERMAN, Regina. LAJOLO, Marisa. A Leitura Rarefeita: Livro e Literatura no Brasil. São Paulo: Ática, 1991.


Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .

QUALIS/CAPES - quadriênio 2013-2016B2 - ÁREA DE LINGUÍSTICA E LITERATURA

 

Indexadores de Base de Dados (IBDs) 
Bases de periódicos com texto completo: